Agora pra ficar.


Ler ouvindo Crystals.





Hãn... Por onde começar?
Alô?
Vocês ainda me ouvem?
É bom sentir que sim.
Já faz um bom tempo, eu sei.

(...)
Sabe, eu poderia começar esse texto falando sobre como foi difícil passar esse ano em silêncio. Eu poderia falar das vezes que não consegui abrir minha própria página, porque me doía não escrever. Eu poderia não ter voltado nunca mais. Mas eu quero falar da parte bonita disso tudo: eu voltei a escrever. Depois de um ano terrível, de chorar sozinha por algumas vezes. Depois de deixar de acreditar em mim, eu voltei. Eu voltei. E eu não to falando do blog, nem do status. To falando da sensação de voltar pra mim. To falando que as vezes na vida, a gente passa por momentos e por fases em que nem se reconhece mais. 
Perdi alguns amigos. Deixei pra trás toda uma história construída, pra me refazer sozinha. Chorei na frente da minha mãe, dizendo que eu não sabia mais quem era. Trabalhei como se o mundo fosse acabar, pra tentar não pensar na vida fora do ar condicionado. Deixei que tirassem minha identidade e me chamassem de uma pessoa qualquer. 
Mas chega uma hora... Sabe? 
Cê sabe. 
Aquela hora em que você olha pros lados e se pergunta o que está fazendo ali. Chega uma hora em que seu coração grita. E o meu berrou. Eu joguei tudo pro alto. Meti o famoso foda-se. Decidi voltar pro que me faz feliz. E apesar dum medo danado de ser recriminada e julgada e apontada, eu ergui a cabeça e meti o pé. A vida é tão bonita. E a gente perde tanto tempo, esperando amanhã pra ser feliz. Eu voltei a sorrir. Aquele sorriso gostoso que a gente dá sozinho, quando está exatamente onde, como e com quer estar. Sabe? Sei que sabe. Então esse texto é pra você que assim como eu já fez isso. Meu parabéns. Porque a gente aqui sabe: É foda. As pessoas são cruéis. Mas vale tanto à pena. E pra você que ainda não fez, mas sente que deveria: Vai. Mesmo com medo, vai. O mundo é imenso. E a gente é tão pequeno, a vida passa e a gente nem percebe. Vai. Uma ou duas vezes na vida, não adianta nada virar a droga da página. A gente tem que comprar um livro novo.
Na dúvida, vai na fé. "Que a fé não costuma faiá".
Só pra não deixar dúvidas: Eu voltei. 
Com todas as letras e significados que isso pode ter.



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